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Com internet, selos independentes crescem nos EUA
 
Data: 4/1/2006
 

Enquanto a ind£stria fonogr fica cambaleia por mais um ano de decl¡nio geral de vendas, surgem novos sinais de que a democratiza‡Æo da m£sica que a internet tornou poss¡vel est  alterando o equil¡brio de poder no setor. Aproveitando as possibilidades de f¢runs de mensagens, blogs de m£sica e servi‡os de contatos on-line, os selos independentes de m£sica estÆo conseguindo grandes avan‡os, em detrimento dos quatro grandes conglomerados musicais mundiais, cujo modelo, baseado em grandes sucessos promovidos basicamente por meio da execu‡Æo em r dio, parece cada dia mais desatualizado.

As vendas de CDs e  lbuns em formato digital ca¡ram 8% at‚ agora neste ano, ante o per¡odo em 2004, segundo dados da Nielsen SoundScan. E, embora as vendas de faixas em formato digital por meio de servi‡os on-line como o iTunes tenham crescido 150%, para bem mais de 320 milhäes de unidades at‚ novembro de 2005, essa ascensÆo nÆo basta para compensar a queda na venda de  lbuns. No geral, as vendas de m£sica ca¡ram pouco menos de 5%, se as faixas individuais em formato digital forem reunidas em grupos de dez, cada qual contado como um  lbum, segundo estimativas da revista "Billboard".

Mas, a despeito da queda, dezenas de gravadoras independentes vˆm se saindo bem, com lan‡amentos que registram vendas significativas por artistas como o rapper Pitbull e bandas indie como Interpol e Arcade Fire. As independentes responderam por mais de 18% dos  lbuns vendidos neste ano -sua maior participa‡Æo de mercado em pelo menos cinco anos, segundo dados da Nielsen SoundScan. (Se diversas grandes gravadoras independentes cuja m£sica ‚ vendida pelas divisäes de distribui‡Æo dos grandes conglomerados fossem inclu¡das nesse c“mputo, a participa‡Æo das independentes superaria os 27%.)

A ascensÆo das independentes surge no momento em que os quatro conglomerados dominantes -Universal Music Group, Sony BMG Music Entertainment, Warner Music Group e EMI Group- encontram problemas para continuar operando … sua maneira tradicional, devido a uma s‚rie de fatores, entre os quais a repressÆo ao jabaculˆ (pagamentos feitos …s r dios pela execu‡Æo de can‡äes).

Em um mundo de conexäes em banda larga, repleto de players de MP3 com 60 gigabytes de mem¢ria, os consumidores talvez tenham mais poder que em qualquer momento do passado para saciar sua curiosidade quanto a m£sicas que nÆo se enquadram nos ve¡culos tradicionais da ind£stria fonogr fica, primordialmente esta‡äes de r dio e a MTV.

"Os fÆs ditam as normas agora", diz John Janick, co-fundador da Fueled by Ramen, gravadora independente de Tampa, Fl¢rida, cujo elenco inclui bandas underground como Panic! At the Disco e Cute is What We Aim For. "NÆo ‚ mais tÆo f cil empurrar material goela abaixo. NÆo quer dizer que os consumidores se tenham tornado mais espertos, mas agora tudo est  ao alcance de suas mÆos. Eles podem encontrar facilmente alguma coisa diferente, nova. Contam aos amigos, e a coisa come‡a a se espalhar."

O setor independente, combinado, j  supera em vendas dois dos quatro grandes conglomerados, Warner e EMI. E os executivos das independentes mais ambiciosas tˆm por objetivo capturar ainda mais terreno. Neste ano, formaram uma associa‡Æo setorial cujo objetivo ‚ estabelecer uma frente unida para negociar acordos com servi‡os on-line de m£sica, entre outras prioridades.

 
Fonte: emarket
 
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